 - Uma terrine de chocolate, por favor.
Pediu ao garçom enquanto olhava o relógio tomando o cuidado de seu acompanhante não perceber sua inquietude. Depois de um doce por certo sentiria-se melhor. Frente a um chocolate então, como não revigorar com o efeito bombástico de tanta glicose circulante? A noite enfim estava acabando. Sem dar-se conta passara parte do tempo prestando atenção em todos os defeitos que poderiam estar ali e não se permitira gostar de praticamente nada.
Noite cansativa, companhia amarrotada. Visualizava seu pijama e chegava a sentir a fragrância de seus lençóis, cenário solitário e acolhedor para sua alma. Mais um encontro, eis o pequeno mistério: um novo perfume e a possibilidade de uma aventura no ar, mas naquela noite não desejava emoções. Estava inerte, impenetrável, inacessível. Avassaladora foi o adjetivo escutado em algum momento, mas nem isso a estimulou, pois permanecia colecionando desconfortos absorta pela fluidez da calda de chocolate.
Pensava distante, desejava mais longe ainda, esforçou-se por permanecer em companhia daquele que lhe falava coisas variadas, mas não adiantava: Quando o que se deseja é certo, mais nada no mundo pode servir...
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Rabiscado por Caila às 10:00 PM
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